ESCAPA

Cena 1

(entra o MENSAGEIRO)

Mensageiro: (aproximando-se entusiasmado para junto dos públicos)
Olá, Amigos! Tenho uma notícia incrível para compartilhar com vocês! 
É o ESCAPA, uma experiência cultural para quem ama a arte!

(enquanto, entra o NARRADOR que se move pelo palco descrevendo as cenas enquanto elas acontecem)

Narrador: (a falar de forma descontraída)
O ESCAPA é um programa de aprendizagem diferente e informal, que vos quer dar a conhecerem mais sobre a dança e o teatro contemporâneo. Teremos workshops, shows e talks com artistas (alguns, famosos!) sendo que há atividades para jovens entre 12 e 20 anos e adultos acima de 55 anos e outras onde todos participarão.

Mensageiro: (À parte)
E sabem o que é melhor? 
A participação é totalmente grátis!

Narrador: (continua)
As atividades do ESCAPA acontecem em períodos de férias escolares de Páscoa, Verão e Natal de 2023-2024, no salão da AH Bombeiros Voluntários de Vila Meã e no Cineteatro Raimundo Magalhães.

Mensageiro: (a interromper o discurso do NARRADOR de forma muito trapalhona)
E… se te quiseres aprofundar mais no mundo das artes performativas, podes também tu ser artista e participar na criação do espetáculo “onde o horizonte se move” de Gustavo Ciríaco, que será apresentado na nova e 1ª edição da Bienal de artes performativas de Amarante ou também conhecida por BapAmarante, em Junho de 2024.

(NARRADOR a tentar interromper a fala)

Mensageiro: (outra vez à parte)
E mais…
Serão oferecidos bilhetes duplos para todos os espetáculos do BapAmarante aos participantes do ESCAPA!

Narrador: (a roubar a atenção dos públicos para si)
Não percas esta oportunidade única de sentir a magia da dança e do teatro! 

Narrado e Mensageiro: (em uníssono)
Vem descobrir
mudar, 
variar, 
explorar, 
inventar, 
descobrir, 
quebrar, 
e junta-te a nós neste lugar de permanente exceção que é o ESCAPA!

(NARRADOR e MENSAGEIRO saúdam os públicos e saem de cena a falar um com o outro)


CENA 2

(entram os ARTISTAS e VOCÊS em cena)

Amanhãs de Ontem

Como os artistas podem se juntar aos educadores?
Como as iniciativas pedagógicas e as práticas artísticas podem se tornar aliadas na promoção da partilha sensível e do pensamento crítico?
Como a arte pode produzir dispositivos poderosos contra as ameaças do amanhã?
Como a dança pode traduzir e promover novas plataformas de experiência?

Este laboratório com o coreógrafo brasileiro Gustavo Ciríaco convida pessoas interessadas em dança e em teatro a descobrir como fazer conversar as artes performativas com os processos iniciais de aprendizado do indivíduo (o jardim da infância e a alfabetização). Duas estratégias pedagógicas de referência orientam-nos nessa viagem. De um lado, o teórico alemão Friedrich Fröbel, inventor do jardim de infância e o seu uso do jogo como ferramenta fundamental para o aprendizado. De outro, o renomado educador e filósofo brasileiro Paulo Freire, defensor de uma pedagogia crítica, e o uso da palavra como janela de acesso ao mundo, onde o aprendiz é considerado co-criador de conhecimento.

Gustavo Ciríaco (Rio de Janeiro) é um coreógrafo e artista transdisciplinar que transita entre a dança e as artes visuais, passando por projetos expositivos e intervenções onde a experiência é o motor da partilha com o público. Com um caráter site-specific, as suas obras fomentam o diálogo entre contexto e arquitetura, geografia e habitação, realidade e ficção, numa pesquisa contínua sobre os campos extensivos da arte de fazer danças.
Os seus trabalhos têm sido apresentados internacionalmente em festivais, galerias e instituições de arte, tais como Crossing the Line – FIAF / Nova Iorque; Casa Encendida / Madri; Museu de Serralves, Festival DDD / Porto; Mercat de Flors / Barcelona; Alkantara, Culturgest, TNDM II, ZDB, Museu Berardo / Lisboa; Ferme de Buisson, Paris Quartier d’Été / Paris; Tanz im August / Berlim; Al-Mammal Foundation / Jerusalém; Prague Theater Festival / Praga; Vooruit / Ghent; Tokyo Wonder Site / Tóquio; Digital Art Center / Taipei; CENEART / Cidade do México; Panorama, Festival Tempo, CCBB / Rio de Janeiro; Arqueologías del Futuro / Buenos Aires; Bienal SESC de Dança, Itaú Cultural / São Paulo; Salon 44 / Pereira; Walk & Talk – Festival de Artes / Ponta Delgada; London Festival, Battersea Arts Centre, Laban Centre, Chelsea Theater / Londres; NottDance / Nottingham; Arnolfini / Bristol; Metropolis / Copenhaga; NAVE / Santiago; FIDCU / Montevideo; Danzalborde / Valparaíso; San Art Gallery / Ho Chi Minh; Bellas Artes Projects / Manila, entre outros.

Data: 25 a 29 de Março de 2024
Horário: 14h30 – 18h00
Local: Salão Nobre da AH Bombeiros Voluntários de Vila Meã e Cineteatro Raimundo Magalhães


POV: estamos em Vila Meã

POV é uma sigla em inglês que significa “point of view” e pode ser traduzida, em português, como “ponto de vista” e tem sido amplamente difundida em redes sociais para designar um conteúdo que forja o espectador dentro da situação filmada. Aqui, partimos da ideia de que estamos situadas em nossas perspectivas, com nossos pés no chão.
Propomos estar/olhar para Vila Meã através dos seus sistemas de relações — que escapam aos mapas. Assim, a complexidade das ligações que se apresentam a partir de Vila Meã, por natureza inesgotável, convida-nos a um exercício de desconhecer o local, ao invés da busca por compreendê-lo.
Vamos experimentar, através de expressão corporal e práticas visuais no espaço público, colocar questões abertas à vida mais que humana (arquitetura, plantas, humanos, animais, tempo, tecnologia, …) e nossas relações com as mesmas.
Quem faz um lugar? Como movo através/no espaço?
Este workshop acolhe tanto pessoas que vivem em Vila Meã como aquelas que estão lá pela primeira vez. Questionar as diversas relações com/em Vila Meã vai guiar as nossas práticas artísticas.

Luana Andrade (1993) é artista visual, educadora e investigadora. Doutoranda em Educação Artística na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e investigadora membro bolseira do Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade (i2ADS/FCT, Ref.:2022.11460.BD). Mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba, e licenciada em Artes Visuais pela Universidade Federal de Pernambuco, Brasil.
Tem experiência como editora audiovisual (2012-2015), mediação cultural (2017) e ensino de artes visuais (2016-2019), além de participações em diversas exposições coletivas na cidade do Recife (Pernambuco, Brasil).
Possui trabalhos em linguagens diversas como desenho, performance e instalação, e publicações de artigos na área das artes visuais, abrangendo poéticas de criação e educação.

Melina Scheuermann (1992) é educadora, escritora e investigadora em educação artística e cultura/história visual. Doutoranda em Educação Artística na Faculdade de Belas Artes e membro bolseira do Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade (i2ADS/FCT Ref: 2022.12937.BD). Mestrado em Estudos de Cinema pela Stockholm University, Suécia, e licenciatura em Estudos Culturais (Major) e Artes-Média-Educação Estética (Minor) pela Universidade de Bremen, Alemanha.
Trabalhou na produção de documentários na LAIKA Film & Television Sweden (2018-2019) e como educadora de teatro assistente no Junge Akteur*innen do Theater Bremen (2013-2014). Fez um ano cultural voluntário no Theater Bremen (2012-2013). Tem experiências em educação política e trabalho social (2015-2017), ensino de línguas (2020-2021) e também em trabalho de assistência de cuidados (2019-2020).
Publicou artigos no domínio da cultura e história visual, cinema, história da educação e educação artística.

Data: 2 a 6 de Julho de 2024
Horário: 15h30 – 19h00
Local: Salão Nobre da AH Bombeiros Voluntários de Vila Meã e Cineteatro Raimundo Magalhães


Partilhas/Exchanges

A ideia para esta oficina vem da prática de dez anos com grupos folclóricos “A viagem”, onde fazia sessões sobre a história da dança, escolhendo alguns  artistas, que de alguma forma, provocaram rupturas no pensamento e nas práticas do corpo. Este tema tornou-se para mim essencial, como forma de me situar e reposicionar no meu próprio trabalho, abordando o passado para melhor compreender o presente.
Abordar o tema da história da dança através dos artistas que me marcaram, principalmente o “1980” de Pina Bausch que me acompanhou ao longo da minha vida e que utilizei como estímulo coreográfico nos projetos “Rexistir” (com e para reclusos) e a “A Viagem” (com e para grupos folclóricos).
Objetivos: proporcionar uma entrada dentro do meu processo de trabalho. Experimentar conceitos de improvisação, de construção e de desconstrução. Experimentar misturar a dança contemporânea com outras danças. Ligar voz e corpo.

Filipa Francisco é coreógrafa e performer.
Acredita que a Dança pode ser um motor de mudança e por isso tem desenvolvido vários projectos em relação com diferentes comunidades, onde tem sido possível desenvolver um trabalho intenso que questiona a relação entre arte e vida. Estes projectos têm influenciado o seu trabalho coreográfico no sentido de este poder reflectir o mundo.
Tem criado projetos em que a formação se alia à criação ou seja em que a pedagogia está ligada aos processos criativos.
Como intérprete e criadora joga com as questões de relação entre público e autor, criando peças onde existe grande proximidade e duplos olhares sobre a mesma temática. As suas peças são como um jogo de espelhos onde cabem vários pontos de vista e onde em última instância se aborda e desnuda o próprio processo criativo.

Data: 16 a 20 de Dezembro de 2024
Horário: 10h30 – 14h00
Local: Salão Nobre da AH Bombeiros Voluntários de Vila Meã e Cineteatro Raimundo Magalhães


INSCRIÇÕES e INFORMAÇÕES

ESCAPA é um programa artístico-pedagógico que se destina a jovens na faixa etária dos 12 aos 20 anos e a adultos maiores de 55 anos. As oficinas artísticas pretendem explorar linguagens e processos criativos ligados à dança e teatro contemporâneo, com vista a criar novos espaços de aprendizagem e encontro com estas artes performativas

As oficinas são gratuitas e vão decorrer no Salão Nobre da AH Bombeiros Voluntários de Vila Meã e no Cineteatro Raimundo Magalhães

A inscrição pode ser feita através da ficha de inscrição online ou presencialmente no salão da AH Bombeiros Voluntários de Vila Meã.

Os participantes menores de 18 anos devem ter a autorização dos pais ou responsáveis legais para participarem nas oficinas e atividades relacionadas. 


Contactos

e-mail: producao.sekoia@gmail.com
telefone:  +351 919 122 520 (Chamada para rede móvel nacional)
Website: www.sekoia.pt


Oficinas realizadas em 2023

A mudança como essência
Esta oficina é um espaço de partilha individual e conjunta onde entraremos em diálogo
sobre a perspetiva pessoal de palavras como transformação, intimidade e emancipação.
A partir de ferramentas de improvisação de movimento e de voz pretede-se que cada
participante tenha tempo para a experimentação, descobrindo novos lugares de relação
consigo, com outras pessoas e com o espaço envolvente. Para isso serão orientadas
propostas de observação, escuta e escrita, vizualização de trechos de
filmes/performances/entrevistas focados nas temáticas apresentadas anteriormente,
como referências e pontos de partida para a exploração.

Beatriz Soares Dias (1995, França) é coreógrafa, bailarina e performer. Em 2015 terminou a sua licenciatura pela ESD e em 2016 a FOR Dance Theater – Companhia Olga Roriz. Estreou o seu primeiro solo “MUSCULUS” no Festival INTERFERÊNCIAS (2019), apoio à criação artística e residência na Companhia Olga Roriz, seguindo-se o solo “NEON 80” estreado na blackbox do CCB (2021). As transformações e consequentes redescobertas na relação com o seu próprio corpo têm sido os gatilhos para criar os seus projetos, partindo de conceitos como transformação, liberdade, empoderamento, intimidade e resistência. Colaborou com artistas como Companhia Olga Roriz, Wbmotion Kulturverein, Tamara Cubas, André de Campos, Maurícia | Neves, André Uerba, Diana de Sousa, Bruno Alexandre, Francisca Manuel, Mariana Magalhães e Teatro do Mar. Integra a equipa docente da FOR Dance Theatre, interessando-lhe uma reconfiguração das práticas educativas como potências de mudança, proximidade e manifesto.

Data: 18 a 22 de Dezembro de 2023
Horário: 14h30 – 18h00
Local: Salão Nobre da AH Bombeiros Voluntários de Vila Meã e Cineteatro Raimundo Magalhães


Corpo e palavra

Um corpo em cena pressupõe sempre uma tensão, um perigo iminente entre intérprete e espetador. Nesta oficina pretende-se uma pesquisa coletiva sobre a presença do intérprete em cena e a sua relação com o espetador através de exercícios práticos e jogos coletivos com o intuito de fornecer ferramentas teatrais aos formandos.

Ricardo Teixeira (1991) é membro-fundador do colectivo de artistas SillySeason onde exerce as funções de direção artística, encenação e interpretação desde 2012 até ao presente. Formou-se no Balleteatro Escola Profissional (de 2006 a 2009) e é licenciado em Teatro – ramo Actores, pela Escola Superior de Teatro e Cinema (2013). Participou em Oil Ain’t All, JR (2010) e em Sonho de Uma Noite de Verão (2010), do Teatro Praga; em A Morte de Danton (2012, direcção de Jorge Silva Melo) e na peça O Aldrabão (2013, encenação de João Mota). Foi artista e intérprete convidado, em TABUROPA (2014/2015), projecto internacional (Portugal, Polónia, Alemanha e Bélgica), onde trabalhou com o coreógrafo Arco Renz. Como criador, encenou Ps: I Love You, Lady Macbeth (2011), com Ivo Silva. Protagonizou o filme Al Berto de Vicente Alves do Ó (2017). Leciona a disciplina de Interpretação na Escola Profissional Balleteatro Contemporâneo do Porto desde 2018 até ao presente e orienta workshops e laboratórios de formação teatral em escolas profissionais e associações culturais.

Data: 3 a 7 de Julho de 2023
Horário: 14h30 – 18h00
Local: Salão Nobre da AH Bombeiros Voluntários de Vila Meã e Cineteatro Raimundo Magalhães


Random Reference encontra-se pelo meio de tudo o que já carreguei a nível de movimento. A não definição de um estilo permite-me que vários fluam e criem sinergias dentro de uma nuvem contemporânea/urbana.  Rampas graduais de ebulição improvisada, corpos quentes que assimilam frases e técnicas variadas. Durante esta semana vamos experimentar técnicas de vários estilos, à medida que criamos um corpo de composição na forma de exercício contínuo. 

Duarte Valadares tem 32 anos e formou-se na Escola Superior de Dança em 2014. A sua pesquisa é híbrida entre o movimento contemporâneo e urbano, que culmina no estudo de movimento que se intitula de Random Reference. Trabalhou com coreógrafos como Amélia Bentes, Gregory Maqoma, Emmanuelle Hyuhn, Marco da Silva Ferreira, Drosha Gherkov, Jonas & Lander , Mafalda Deville, Thierry Smits/Compagnie Thor e Catarina Miranda. Coreografou Dry Mouth, State of Doubt, WCBBBWHH e Rubble King.

Data: 3 a 7 de Abril de 2023
Horário: 14h30 – 18h00
Local: Salão Nobre da AH Bombeiros Voluntários de Vila Meã


Ficha técnica

Produção: Sekoia – Artes Performativas
Direção: Gustavo Monteiro
Produção executiva: Luísa Teixeira
Apoios: Governo de Portugal – Ministério da Cultura, Direcção-Geral das Artes
Parceiros: Externato de Vila Meã, AH Bombeiros Voluntários de Vila Meã e e Cineteatro Raimundo Magalhães
Design: Nektar Collective